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<title>Tomoni.org: Últimos 35 mensagens</title>
<link>http://social.tomoni.org/</link>
<description>Tomoni.org: Últimos 35 mensagens</description>
<language>en</language>
<pubDate>Sun, 20 May 2012 21:01:33 +0000</pubDate>

<item>
<title>lira em "Fonética e Fonologia: Qual é a diferença?"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/4#post-8</link>
<pubDate>Seg, 06 Ago 2007 11:53:58 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>É bastante comum ver os estudantes de letras se confundindo sobre o que é o quê, já que as duas áreas estudam os sons da fala. Afinal, qual é a diferença? E, finalmente, qual é a importância da fonética e da fonologia na lingüística?&#60;!--more--&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;O estudo da fala é bem antigo, datando certamente mais de 2000 anos &#60;a href=&#34;#biblio1&#34;&#62;&#60;sup&#62;[1]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;, e não é difícil de entender o porquê desse interesse. Tirando as pessoas que tenham tido algum problema que as impeça de falar, todo mundo usa algum idioma pra se comunicar, seja ele qual for. Através do idioma a gente expressa idéias, emoções e desejos, utilizando um sistema de &#34;símbolos auditivos&#34; produzidos pelos órgãos da fala &#60;a href=&#34;#biblio2&#34;&#62;&#60;sup&#62;[2]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;. Ou seja, sons.&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;Mas, os primeiros lingüistas chegavam a algumas conclusões um tanto falhas em relação ao sons. Um exemplo foi o alemão Jacob Grimm que, além de escrever fábulas com o irmão mais novo, também era chegado aos estudos lingüísticos. Ao descrever a estrutura fonética da palavra alemã Schrift – segundo ele, essa palavra tem oito sons e sete letras. Ele confundia o “f” com o “ph” do grego, e não percebia que “sch” representava um som só &#60;a href=&#34;#biblio1&#34;&#62;&#60;sup&#62;[1]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;. Mas, ainda que ele tenha confundido a língua falada com a língua escrita (erro comum até hoje entre alguns alunos), ele foi responsável por uma admirável descrição das mudanças consonantais das línguas germânicas (hoje conhecida como “Lei de Grimm”) na sua &#60;cite&#62;Deutsche Grammatik&#60;/cite&#62; (Gramática Alemã) de 1822. &#60;a href=&#34;#biblio3&#34;&#62;&#60;sup&#62;[3]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;.&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;A coisa começou a melhorar com o passar dos anos, e em 1876, Eduard Sievers (também alemão) publicou o livro &#60;cite&#62;Grundzüge der Lautphysiologie&#60;/cite&#62; (Fundamentos da Fisiologia Vocal), dando origem à fonética como uma disciplina separada da fisiologia (onde estava até então) e dentro da lingüística &#60;sup&#62;&#60;a href=&#34;#biblio1&#34;&#62;[1]&#60;/a&#62;&#60;/sup&#62;. “Ótimo”, você deve estar pensando, “então esse foi um livro importante para o surgimento da fonética. Mas, o que é fonética?”.&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;Lembra dos “símbolos auditivos” do primeiro parágrafo? Pois então, é importante notar que é um tipo específico de som que é interessante para os lingüistas: os sons produzidos pelos órgãos da fala. Vamos chamar essa quantidade limitada de sons produzidos pelos órgãos da fala de &#60;dfn&#62;meio fônico&#60;/dfn&#62;, e os sons individuais que aí estão de &#60;dfn&#62;sons da fala&#60;/dfn&#62;. Pois bem, aqui vai a primeira definição: A fonética é o estudo do meio fônico &#60;a href=&#34;#biblio4&#34;&#62;&#60;sup&#62;[4]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62; ou, de maneira mais simples, a fonética é a área de estudo da lingüística que busca descrever os sons da fala &#60;a href=&#34;#biblio5&#34;&#62;&#60;sup&#62;[5]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;. Simples, não? Como Lyons menciona no livro &#60;cite&#62;Lingua(gem) e Lingüística&#60;/cite&#62;, existem três maneiras diferentes que a fonética pode descrever o som: &#60;dfn&#62;Fonética Articulatória&#60;/dfn&#62;, que classifica os sons de acordo com a maneira que são produzidos; &#60;dfn&#62;Fonética Acústica&#60;/dfn&#62;, que classifica os sons de acordo com as propriedades físicas dos sons produzidos pelos falantes; e &#60;dfn&#62;Fonética Auditiva&#60;/dfn&#62;, que estuda como os sons da fala são percebidos e identificados pelo ouvido e o cérebro do ouvinte.&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;Uns 52 anos depois, foi organizado o &#60;cite&#62;Primeiro Congresso Internacional de Lingüistas&#60;/cite&#62;, realizado em Haia (na Holanda), onde se sentiu a importância de marcar uma diferença entre uma ciência que tratasse dos sons da fala (a Fonética) e outra que tratasse dos sons da língua &#38;mdash; e é aí que temos a Fonologia. &#60;a href=&#34;#biblio6&#34;&#62;&#60;sup&#62;[6]&#60;/sup&#62;&#60;/a&#62;.&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;A diferença entre os dois fica clara na explicação do artigo sobre fonética, disponível no livro &#60;cite&#62;Linguagem e Lingüística: Uma Introdução&#60;/cite&#62;:&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;blockquote&#62;A principal preocupação da Fonética é &#60;em&#62;descrever&#60;/em&#62; os sons da fala. Por exemplo, as afirmações típicas desta ciência é dizer que o som [b] é articulado com uma corrente de ar pulmonar, egressiva, com vibração das cordas vocais, com uma obstrução do fluxo de ar seguida de uma explosão; (...) Por sua vez, a Fonologia busca &#60;em&#62;interpretar&#60;/em&#62; os resultados obtidos por meio da descrição (fonética) dos sons da fala, em função dos sistemas de sons das línguas e dos modelos teóricos disponíveis. Faz parte do trabalho fonológico explicar o porquê de os falantes de alguns dialetos do português do Brasil considerarem como sendo &#38;ldquo;o mesmo som&#38;rdquo; as consoantes iniciais das palavras tapa e tia ([t] e [tʃ] &#38;ndash; &#38;ldquo;tchê&#38;rdquo;, respectivamente), muito embora elas sejam bastante diferentes, articulatória, acústica e perceptualmente.&#60;/blockquote&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;Resumindo: a fonética estuda as propriedades do sons [l], [ɾ] (o &#34;r&#34; de &#34;cara&#34;) e [ɺ] (o &#34;r&#34; japonês) &#38;mdash; onde a língua bate, se as cordas vocais vibram e daí por diante (sem aplicar isso necessariamente a língua alguma). Já a fonologia estuda o fato de que os falantes de japonês costumam ouvir esses sons como se fossem &#38;ldquo;a mesma coisa&#38;rdquo; ([ɑligɑtoː] e [ɑɾigɑtoː] não são palavras diferentes), enquanto os falantes de português entendem que o [l] e o [ɾ] são sons distintos (afinal, &#34;calo&#34; e &#34;caro&#34; não são a mesma coisa) e o [ɺ] acaba sendo entendido como um dos dois sons (mas dificilmente como algo intermediário).&#60;/p&#62;&#60;br /&#62;
&#60;p&#62;Agora que você sabe a diferença entre fonética e fonologia, você já pode estudar mais a fundo a teoria por trás de cada uma, e se familiarizar com palavras e expressões como &#38;ldquo;alófone&#38;rdquo;, &#38;ldquo;par mínimo&#38;rdquo; e &#38;ldquo;oclusiva surda velar&#38;rdquo;.&#60;br /&#62;
&#60;h2&#62;Bibliografia&#60;/h2&#62;&#60;br /&#62;
&#60;ol&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio1&#34; name=&#34;biblio1&#34;&#62;&#60;/a&#62;Mattoso Câmara Jr., Joaquim. A História da Lingüística. 6ª Edição. Editora Vozes, 1975. (Capítulo X)&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio2&#34; name=&#34;biblio2&#34;&#62;&#60;/a&#62;Sapir, Edward. &#60;a href=&#34;http://www.gutenberg.org/files/12629/12629-h/12629-h.htm&#34;&#62;Language: An Introduction to the Study of Speech&#60;/a&#62;. Gutemberg Project. (Capítulo II)&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio3&#34; name=&#34;biblio3&#34;&#62;&#60;/a&#62;Onishi, Masao. A Grand Dictionary of Phonetics. The Phonetic Society of Japan. Tokyo, 1981. (Grimm's Law)&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio4&#34; name=&#34;biblio4&#34;&#62;&#60;/a&#62;Lyons, John. Linguagem e Lingüística: Uma Introdução. Zahar Editores. Rio de Janeiro, 1982. (Capítulo 3)&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio5&#34; name=&#34;biblio5&#34;&#62;&#60;/a&#62;Massini-Cagliari, Gladis; Cagliari, Luiz Carlos. Fonética &#60;i&#62;in&#60;/i&#62; Introdução à Lingüística: Domínios e Fronteiras. Cortez Editora. São Paulo, 2006.&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;li&#62;&#60;a title=&#34;biblio6&#34; name=&#34;biblio6&#34;&#62;&#60;/a&#62;Mori, Angel Corbera. Fonologia &#60;i&#62;in&#60;/i&#62; Introdução à Lingüística: Domínios e Fronteiras. Cortez Editora. São Paulo, 2006.&#60;/li&#62;&#60;br /&#62;
&#60;/ol&#62;&#60;br /&#62;</description>
</item>
<item>
<title>lira em "Lorem Ipsum"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/2#post-7</link>
<pubDate>Sáb, 16 Jun 2007 11:34:11 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;Olá pessoas da banca!!! &#60;strong&#62;Tudo bem&#60;/strong&#62;?
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>lira em "Aoi – como é que o azul pode ser verde?"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/3#post-6</link>
<pubDate>Sex, 15 Jun 2007 23:06:37 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>Todo estudante de japonês tem que lidar com o que parece ser um paradoxo: “Aoi é a cor do céu e das plantas. Mas, se o céu e as plantas não parecem ser da mesma cor, que cor é Aoi?”.  Entender é mais fácil do que colorir.&#60;br /&#62;
&#60;!--more--&#62;&#60;br /&#62;
Lembra quando a gente era pequeno, e diziam que o verde da bandeira do Brasil era a vegetação, que o amarelo era o ouro e o azul era o céu? Pois é, a gente cresce, vê o céu azul, vê as plantas verdes, resolve estudar japonês e então a gente ouve a seguinte frase:&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
“Aoi” é a cor do céu e das plantas. “Midori” é a cor verde.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
É comum ver o mundo de alguns estudantes vir abaixo. Afinal de contas, como é que pode a mesma palavra definir o azul do céu e o verde das plantas? E de onde foi que veio esse outro verde?&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Por mais simples que pareça, no início, as línguas costumam fazer diferença só entre o que é “claro ou quente” e “escuro ou frio”. Por exemplo, “vermelho” é uma cor quente, que chama a atenção bem rápido, enquanto o azul é uma cor fria, suave nos olhos. A mesma palavra seria usada pra falar do vermelho, do laranja, do amarelo e do branco, que são cores quentes (ou, no caso do branco, clara).&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Como as cores quentes chamam mais a atenção, o próximo passo costuma ser separar o amarelo do vermelho, por exemplo.  Isso já começa a se aproximar da nossa realidade. Em seguida, viria a separação entre as cores frias – normalmente, do azul e do verde. Mas, e se isso não acontecesse? Afinal de contas, elas chamam menos a atenção.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
É a essa “cor fria” que o aoi costumava se referir. De fato, a palavra em chinês que usa o mesmo ideograma (青  “Qīng”) pode, ainda que seja raro, se referir ao preto (玄青 “Xuánqīng”). Mas, se você prestou atenção, eu disse que era a essa cor fria que o aoi “costumava” se referir. Por quê?&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
O “Midori” começou a ser usado no período Heian, mas ainda assim era visto como um tom do “Aoi” mais do que uma cor em si. É como o azul-claro e o azul-escuro em português serem considerados tons de azul, enquanto outras línguas (como o italiano ou o russo) os consideram tão diferentes quando o vermelho e o rosa (que, queira ou não, é vermelho-claro). Os materiais educacionais no Japão só começaram a separar as duas cores durante a ocupação pelos Estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial, já que em inglês “Green” e “Blue” não são a mesma cor. Daí o “Midori” mesmo sendo uma cor, está dentro de outra. Coisas do Japão moderno.&#60;br /&#62;
&#60;br /&#62;
Ah, e voltando à bandeira do Brasil (que eu mencionei no primeiro parágrafo). Bem, o verde e o amarelo da bandeira não representam as matas e o ouro. Eram só as cores da família de Bragança (do D. Pedro I) e da casa dos Habsburg (da Dona Leopoldina). Nem tudo é o que parece com as cores.</description>
</item>
<item>
<title>madrevieja em "Lorem Ipsum"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/2#post-5</link>
<pubDate>Ter, 15 Mai 2007 01:01:45 +0000</pubDate>
<dc:creator>madrevieja</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;Piñata!
&#60;/p&#62;</description>
</item>
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<title>lira em "Lorem Ipsum"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/2#post-4</link>
<pubDate>Qui, 10 Mai 2007 01:40:28 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;OMG, das ist &#60;strong&#62;super&#60;/strong&#62;!
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>lira em "Lorem Ipsum"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/2#post-3</link>
<pubDate>Qui, 10 Mai 2007 01:35:07 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;Lol!
&#60;/p&#62;</description>
</item>
<item>
<title>lira em "Lorem Ipsum"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/2#post-2</link>
<pubDate>Qui, 10 Mai 2007 01:31:34 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>&#60;p id=&#34;lipsum&#34;&#62; Lorem ipsum dolor sit amet, consectetuer adipiscing elit. Cras libero leo, commodo sed, semper tincidunt, imperdiet nec, arcu. Donec adipiscing accumsan orci. Sed facilisis dui. Sed fringilla. Proin vel ipsum in ante viverra pretium. Nunc pellentesque purus quis metus pharetra elementum. Nam tellus libero, condimentum nec, cursus non, sodales non, tellus. Maecenas at dolor. Morbi eros orci, nonummy sit amet, lacinia vitae, ultrices eu, leo. Nam ut sem nec nisl laoreet ornare. Phasellus dictum gravida tellus. In vulputate. Curabitur sit amet lorem quis libero volutpat molestie. Praesent ipsum lacus, laoreet in, facilisis a, fermentum sit amet, massa. Sed in mauris et sem lobortis vestibulum. Phasellus tempus. Vivamus placerat commodo erat. Etiam quam massa, sagittis sollicitudin, interdum in, porta ac, lorem.&#60;br /&#62;
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<title>lira em "Your first topic"</title>
<link>http://social.tomoni.org/topic/1#post-1</link>
<pubDate>Qui, 10 Mai 2007 01:09:29 +0000</pubDate>
<dc:creator>lira</dc:creator>
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<description>&#60;p&#62;First Post!  w00t.
&#60;/p&#62;</description>
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